Sobre o amor
Por que as pessoas priorizam o amor?
E não falo sobre o amor incondicional,
não falo sobre fazer o bem…
não falo sobre se importar com cada pedaço
do mundo, transmitindo boas vibrações, sobre
amor fraterno, materno… mas sobre esse
estado doentio e autodestrutivo que
boa parte das pessoas procura no amor.
Quem disse que você vai encontrar alguém
que realmente ame? Se não encontrar?
Vai passar o resto da vida em lamentações?
Vai se tornar alguém triste e solitário?
Vai optar pelo “menos pior”, só porque te
disseram que para todo pé cansado existe
um bom chinelo? Baboseira…
Talvez eles estejam errados! “Eles”
todos a sua volta… sua família, seus
amigos, os filmes água-com-açúcar…
Talvez você não precise arranjar um par…
não agora! Talvez não precise viver em
função de consertar todos os relacionamentos
desajustados que tiver, até que encontre
alguém que realmente valha a pena…
até porque, talvez você nunca encontre
alguém que realmente valha a pena do
jeito que imagina…
E, por acaso, esse é seu único objetivo
de vida até agora? O mais importante?
“Encontrar o amor”?!
Até Sheakspeare, cujas obras derretiam-se
em meio a romances, tinha a receita:
“Plante seu jardim e decore sua alma,
ao invés de esperar que alguém lhe traga
flores”.
Cinderela… esquece a droga do sapatinho!
Ande um pouco descalça… sinta o chão…