Arquivo de agosto de 2006

Carta 9 de 19 de Agosto de 2006

sábado, 19 de agosto de 2006

Fé, ignóbeis, corpo e mente.

Todas as grandes catástrofes de nossa história
(isso que coloco como história, um prazo bem curto
de existência se comparado ao universo) foram geradas
através de epidemias, seja de epidemias do corpo ou da mente.

A gripe espanhola enterrou muitas vidas, uma epidemia do corpo,
científicamente reconhecida e hoje conhecida. Na época
da epidemia da gripe espanhola, o homem não estava preparado
para combatê-la, era uma coisa nova, uma coisa horrível que
trazia e trás até hoje muita dor.

Houveram também, diversas epidemias de ordem mental. Doentes,
ignóbeis, ou crentes em uma fé que por si só é tão sedutora
que tira do crente a necessidade de saber sobre mais do que
cinco ou seis coisas, sendo o restante apenas pura insanidade
mental. Logo no início da saga de Jesus Cristo, o mesmo é
crucificado por dizer-se filho de deus, enfim, teria direito
ao trono de rei dos judeus. Blasfêmia!!!!!
O que fazer? Bom, penduraram-lhe em uma cruz. A cruz, significa
nada além do sofrimento ignorante produzido por uma doença mental,
chamada de “fé”.

Na atualidade da escrita desta carta, vejo no mundo inteiro turbas
destas vidas guiadas pelo fanatismo religioso, exacerbando-se.
Dizem-se ser donos da verdade da providëncia divina, e que a guerra
é santa. Assim como foi na antiguidade. A inquisição imposta pela
igreja foi como andar para trás. Retroagimos no tempo. Jogamos à
fogueira, vidas, textos, ideais, modos de pensamentos, tudo o que
poderia ser de mais belo e puro. A saúde de corpo e mental são
menosprezadas sempre por tais fés.

E por isso vos escrevo neste momento tenso. Problemas financeiros
no mundo. Miséria, fome, epidemias. Sempre em ambientes coléricos,
a fé de qualquer origem gera absurdos de tamanha grandeza que
podemos apenas classificar como doença.

Naçoes querendo exercer sua soberania sobre outros povos do mundo,
em busca de uma verdade, ou de uma virtude, ou de uma doutrina;
enfim não posso concordar com isso, mas pouco posso fazer diante
destas questões, senão tentar alertar das consequências dessas
mesmas atitudes em outros tempos de nossa história – tão curta.